Quem Sabe Um Novo Bichusp

por • 11 de fevereiro de 2015 • CartolaComentários (0)1076

Pró-reitoria da universidade estuda investir no campeonato

Por Cintia Oliveira e Leonardo Milano | Jornalismo Júnior

 

O Esporte Universitário no Brasil, se comparado a modelos de sucesso como o norte americano, ainda é incipiente. Um dos problemas é a falta de investimento. As atléticas são geridas por alunos e muitas vezes não possuem condições financeiras de investir nos times. Na Universidade de São Paulo, a LAAUSP (Liga Atlética Acadêmica da USP) organiza os campeonatos internos, mas assim como as atléticas, é gerida por alunos e possui dificuldades para conseguir financiar campeonatos.

Este ano, a entidade esportiva tenta viabilizar uma parceria com a pró-reitoria para que o orgão estatal financie um dos campeonatos mais tradicionais da Universidade, o BichUSP, campeonato de calouros entre as faculdades da Universidade de São Paulo.

Com o intuito de incentivar o esporte universitário, o BichUSP surgiu no ano de 1969, por uma iniciativa estudantil e pouco a pouco foi se popularizando para se tornar o que é  hoje: o maior campeonato inter calouros do estado de São Paulo. O campeonato ocorre em março e tem duração de um mês. Os jogos são distribuídos entre os finais de semana e ocorrem no Centro de Práticas Esportivas da USP (CEPE/USP). São 21 atléticas participantes e 9 modalidades disputadas, nas categorias feminino e masculino.

Organizado pela LAAUSP, o BichUSP, para sair do papel, contou com muita força de vontade das atléticas participantes e diversas parcerias com entidades e empresas. Hoje, as atléticas tem que pagar de 100 a 160 reais por modalidade para inscreverem seus times. A parceria com a pró-reitoria da Universidade tem como objetivo diminuir o preço de inscrição e assim possibilitar que faculdades menores possam ingressar em mais modalidades. Além de ampliar o torneio, o subsídio da pró-reitoria representaria um auxílio de caixa para a LAAUSP que pretende realizar reformas estruturais, como a troca do piso do ginásio Mané Garrincha, financiar treinos da Seleção USP e reorganizar o TUSP (torneio entre universidades que contava com a participação da USP, Mackenzie, UNIP, UFRJ, entre outras, e que não ocorre desde 2006).

Entrevistado pela BEAT, o presidente da LAAUSP, João Francisco Vargas Meireles, afirmou que a entidade está mobilizada para conseguir um financiamento da pró-reitoria que cubra praticamente todos os custos de organização do BichUSP. “Precisamos nos adequar à burocracia estatal que exige orçamentos para que se analisem os menores preços”, afirmou. Mas, segundo João, mesmo com o subsídio, haverá taxa de inscrição para as atléticas. “Zerar a taxa de inscrição gera dois problemas: uma atlética pode se inscrever em todas as modalidades e depois desistir ou dar W.O.; caso a parceria acabe, a gestão de 2016 terá que colocar os preços normais novamente, o que irá gerar conflitos e problemas”.

O BichUSP, além de incentivar a prática esportiva, funciona como incentivo à integração dos calouros. A iniciativa da pró-reitoria sinaliza um possível desejo da Universidade de fomentar o Esporte Universitário, que sobrevive graças, quase que exclusivamente, ao esforço dos alunos. “O que muda para o BichUSP é a cara dele para quem olha de fora. Ele deixa de ser uma competição organizada pelos alunos onde só os alunos enxergam a importância e passa a ter respaldo da direção da Universidade”, afirmou João. Resta esperar para saber se esse investimento será pontual ou o inicio de uma política da Universidade de fomento ao esporte e a integração.

 

 

Foto de capa: Ricardo Garcia Kuba

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