O esporte universitário no imaginário dos calouros 2015

por • 19 de fevereiro de 2015 • EspecialComentários (0)2049

Por Beatriz Quesada e Marília Fuller | Jornalismo Júnior

 

Nos dias 11 e 12 de fevereiro, a Universidade de São Paulo (USP) recebeu mais de 11 mil novos estudantes aprovados no vestibular. Os calouros compareceram em suas respectivas faculdades, onde foram recebidos pelos seus veteranos e fizeram suas matrículas. Esse dia representa o primeiro contato dos alunos com o ambiente universitário e tudo que ele tem a oferecer: entidades, centros acadêmicos e os times das atléticas lutam pela atenção dos recém chegados, buscando novos integrantes para as atividades.

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Diretora de Modalidade (DM) e caloura com placas do time de vôlei feminino da ECA – Fonte: ECAtlética

Para muitas pessoas, o esporte já era presente em suas vidas antes mesmo de passar no vestibular, fazendo com que vejam nas competições universitárias uma oportunidade de continuar nesse meio. É o caso de Catarina Guido, caloura de Engenharia Civil na Escola Politécnica (POLI), que confessa não saber muito ainda sobre o esporte universitário, mas pretende usar o estímulo para voltar a nadar. “Acho que não tenho muitas expectativas, só gosto de nadar e pretendo voltar a praticar”, completou.

Praticante de tênis de mesa há cinco anos, a caloura de Ciências Biomédicas, Natalia Torino, espera poder continuar jogando e ainda competir pelo volêi e pelo handebol. Em sua visão, os jogos universitários são de um nível relativamente alto e sempre com muita torcida e festa, o que a estimula ainda mais a entrar nesse universo. Álvaro Logullo, calouro de Jornalismo da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, está acostumado jogos de alto nível: federado em tênis, ele treina e participa de competições regularmente. Entusiasta do esporte, diz que gostaria de jogar não só tênis pela faculdade, mas também futebol – mesmo sendo mais pelo apreço à modalidade que por habilidade.

Além de prosseguir em esportes já familiares, alguns calouros pretendem se arriscar em modalidades novas. Juan David Ruiz Perez, aprovado na Faculdade de Medicina da USP, já praticava vôlei e natação, mas espera conseguir conciliar os estudos com mais cinco: judô, jiu jitsu, atletismo, handebol e tênis. Já Larissa Grandino, caloura do curso de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), espera recomeçar sua vida esportiva junto com a nova faculdade. “Devido ao cursinho, fiquei um tempo sem praticar esportes, mas pretendo largar essa vida sedentária e jogar futebol na USP”.

Assim como Larissa, muitos calouros não possuem grande contato com o esporte até serem incentivados pelo ambiente da universidade a participar desse meio. Cristiane Costa, caloura de Direito na Faculdade do Largo São Francisco, ainda não sabe se entrará para algum time, mas acredita que praticará algo principalmente por ver no esporte universitário uma oportunidade para se enturmar. “Pelo que percebi nas conversas com os veteranos, os esportes tem como principal objetivo integrar os estudantes e incentivar a comunidade da  faculdade a envolver se em atividades extra classe”, disse. Ela também ressalta a presença da atlética na recepção do dia da matrícula, conhecendo os ingressantes, vendendo produtos com o nome da faculdade e recrutando novos atletas.

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Venda do “kit bixo” do curso de Relações Internacionais – Fonte: Atlética Guimarães Rosa (GUIMA/IRI)

Os “inters” são os mais conhecidos e estimulantes para os novos alunos. Rafael Oliveira e Victória Damasceno, ambos calouros de Jornalismo na ECA/USP, já estão pensando no seu primeiro JUCA, os Jogos Universitários de Comunicações e Artes. Com intenções de jogar fustal e futebol de campo pela ECA, Rafael conta que descobriu a competição há cerca de dois anos atrás, quando foi atrás de informações sobre o esporte universitário. “Diferentemente da maioria das pessoas, creio eu, sempre fui interessado no esporte universitário”, falou. Victória, por outro lado, revela saber pouco sobre o assunto, mas acredita que os jogos entre as faculdades ajudam na socialização e na vontade de representar a faculdade, o que ela pretende fazer jogando handebol e vôlei.

“A galera lá leva isso a sério”, é o que acha a caloura da Faculdade de Odontologia da USP (FOUSP), Vanessa Fukui, sobre os jogos entre universidades. Para ela, isso é um ponto positivo, pois está acostumada com os campeonatos que disputou com sua escola durante o ensino médio. Aberta a conhecer todos os tipos de esporte, ela pretende começar disputando pela FOUSP no vôlei e no handebol. Gustavo Reis da Silva, calouro do curso do Instituto de Química e provável atleta do vôlei e da natação, também conhece as competições internas e externas. Em suas palavras, “esse tipo de competição ajuda a fortalecer o esporte e a atlética de cada faculdade”.

Marco Aurélio Alves, recém formado em Jornalismo pela ECA/USP, acabou de tornar-se calouro novamente, dessa vez em Economia da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP. Apaixonado por vôlei, ele pratica desde os 9 anos e passou quatro dos cinco anos de sua primeira graduação jogando pela ECA. Contabilizando 4 JUCAs, 1 BIFE e alguns outros jogos internos e externos, Marco acredita que “representar as cores da sua faculdade é impagável, não tem preço e nem comparação”. Mesmo com um foco diferente na segunda graduação e mais preocupado com o curso, ele não pretende abandonar o vôlei na FEA. “Só espero nunca ter que cruzar com a ECA em nenhum campeonato! Quando enfrenta o ex-time, o coração dói”, confessou.

Entretanto, há também quem acredite não ter muita aptidão para a prática esportiva, mas faz parte do esporte universitário da mesma maneira. Tão importante quando os atletas, os torcedores dão força e impulsionam os times durante as competições. Esse é o caso de Claudia Nonato, ingressante no curso de Arquitetura da FAU. Sem pretensões de competir, ela espera poder assistir e torcer em todos os jogos – e, é claro, ver sua faculdade ganhar.

 

Crédito foto de capa:  Atlética FAU/USP

 

 

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