A História Por Trás da História: Mascotes da USP

por • 24 de novembro de 2014 • CartolaComentários (0)8271

Por Cintia Oliveira e Marília Fuller | Jornalismo Júnior

 

Tão importantes para o esporte quanto os próprios atletas, a história dos times e das atléticas universitárias é fundamental para a unificação de todos em busca da vitória. Das mais antigas até as mais jovens, as atléticas fazem o possível para preservar sua memória e criar símbolos que sejam facilmente identificados pelos alunos e como unidade nos “inters”. O modelo de símbolo mais famoso e utilizado são os mascotes, critaurinhas que animam, fazem  os estudantes torcerem e são a cara da faculdade – estampando os mais diversos produtos, desde camisetas até samba-canções e bandeiras.

Reunimos aqui uma breve lista de alguns dos mascotes uspianos mais famosos, cujas histórias foram reunidas pedaço a pedaço por gerações antigas e novas, sobre rostos que todos reconhecem, mas poucos realmente sabem de onde vem.

O rato politécnico

poli

  O popular rato, mascote símbolo da Escola Politécnica de Engenharias da USP (Poli/USP), teve sua origem relatada há mais de 40 anos, numa época em que os estudantes politécnicos eram conhecidos por sua introspecção e foco nos estudos. Por essa razão, as outras faculdades acabaram associando-os com ratos, os quais se escondiam em seus próprios buracos.Deixando-se levar pelo espírito da brincadeira, a Poli acabou incorporando a ideia, como contam as alunas Rebecca Nossig e Beatriz Peano, integrantes da gestão atual da Associação Atlética Acadêmica Politécnica (AAAP).

Um fato pouco conhecido é que o rato politécnico, na verdade, tem duas versões. A mais famosa delas é a de nome “Castor”, na qual o mascote aparece com seus dentes de roedor à mostra. O “Nazzo”, modelo um pouco mais antigo do mascote, com um ar “vintage”, é menos conhecido, porém não menos importante: ele simboliza a famosa bateria das engenharias, a Rateria, e estampa todos seus instrumentos.

O mascote fofinho

ime

  O mascote do Instituto de Matemática e Estatística (IME) talvez seja um dos mais curiosos da lista. Ao invés de um ser vivo do reino animal, a Associação Atlética Acadêmica da Matemática (AAAMAT), em parceria com o Centro Acadêmico da Matemática (CAMAT), adotou como seu mascote uma criaturinha animada e felpuda conhecida por todos como “Fluffy”.

A história é a seguinte: 10 anos depois da criação da atlética, em 1978, o CAMAT fez uma semana do centro acadêmico, na qual houve várias palestras, uma delas sobre histórias em quadrinhos. O cartoonista Angeli e um roteirista dos estúdios Maurício de Souza (o próprio não pode comparecer) foram convidados, após a palestra, a fazer um desenho livre na parede da sede do CA. O roteirista acabou fazendo, com um pincel atômico, um Chico Bento sentado à beira de um rio com uma vara de pescar na mão; já o cartoonista, com giz colorido, desenhou um pirata do Rio Tietê e o bichinho que viria a ser a primeira versão do mascote da faculdade.

Desde então, o Fluffy teve 4 edições diferentes desde sua criação. A sua última mudança de traço aconteceu em 2007 pelas mãos de Fernando Miyashiro, estudante do IME.

Bicho de caverna

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  O morcego Bat substitui o antigo mascote da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU/USP) há certa de 10 anos, num concurso feito e promovido por sua atlética. Conta-se que o prédio da FAU era muito associada a uma caverna devido ao seu complexo arquitetônico e ao fato de muitos morcegos invadirem as salas de aulas e estúdios, tornando assim a criação do Bat uma das primeiras opções.

O canguru da FEA

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  Em 1964, a Caixa Econômica Federal fez uma propaganda sobre a mudança na Lei de Poupança, e nela havia um canguru que jogava dinheiro numa pequena bolsa para simbolizar a economia. A época do lançamento do anúncio publicitário coincidiu com a fundação da atlética da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA/USP) e os estudantes logo fizeram a associação com os cursos ali ministrados. Foi assim que o canguru tornou-se mascote da FEA, fazendo parte de sua história por quase 60 anos.

A primeira versão do mascote possuia traços mais alegres e com um toque de animação, lembrando um personagem de video-game. Contudo, entre os anos de 2002 e 2004, houve uma tendência das grandes e tradicionais atléticas da USP, como a Faculdade de Medicina e a Escola Politécnica, fazerem desenhos de seus mascotes musculosos, como se frequentassem uma academia. Seguindo essa linha, a FEA criou o “Canguru Bolado”, apelidado carinhosamente pelos estudantes, e que é o símbolo mais conhecido do mascote até hoje e faz parte do brasão da atlética.

O Leão de Judah

eca

  Diz a lenda que o característico Leão de Judah, símbolo da Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP) surgiu em 1995 durante o conhecido inter de faculdades de comunicação e artes que ocorre anualmente no feriado do Corpos Christi, o JUCA (Jogos de Comunicações e Artes). Na época, todas as faculdades participantes, com exceção da ECA, tinham seus mascotes: o Mackenzie tinha sua seu tubarão; a ESPM, o jacaré; a Cásper Líbero, seu homem-pássaro.

Conta-se que no último dia dos jogos, pouco antes da volta para a São Paulo, o alojamento ecano recebeu a visita de um homem estranho que, ao som de um violão emprestado, cantou um salmo com refrão fazendo a primeira menção ao animal. Animados com a música, os estudantes o adotaram como mascote, substituindo o logotipo antigo da atlética. Apesar de suas muitas versões desenhadas pelos artistas da faculdade, preferiram não estabelecer nenhuma como unânime, atestando de vez a pluralidade e a diversidade presentes no espírito da ECA.

 

 

Crédito Foto de Capa: Mascote Jogos Olímpicos Rio 2016 / Divulgação Rio16

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