O futebol campeão da FEA USP e as inspirações europeias na busca pela vitória

por • 29 de julho de 2014 • Análise de Jogo, Futebol de campoComentários (0)2251

Jogando com sistema semelhante ao de seleções protagonistas da Copa, o futebol de campo da FEA ajuda a faculdade a garantir tetra no Economíadas 2014

 

Por Marília Fuller|Jornalismo Júnior

A tetracampeã Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA/USP) conquistou o seu quarto Economíadas em 2014, na cidade de Araraquara, ganhando o título pela segunda vez consecutiva. Vitoriosa em quatro das nove modalidades coletivas, não foi diferente com o time de futebol de campo. Vice-campeã ano passado contra a ESPM, a equipe comandada pelo técnico Leonardo Galbes se superou neste ano contra a PUC-SP e levou a medalha de ouro para casa, cumprindo o que era o objetivo principal do primeiro semestre.

Técnico do futebol da FEA desde o começo de 2013, Leonardo é bacharel em Esporte pela Escola de Educação Física e Esporte (EEFE/USP). Apaixonado por futebol, buscou o sonho de se tornar jogador até os 14 anos, quando percebeu que sua atuação no esporte se daria de outras formas. Logo que ingressou na EEFE, entrou para a equipe de futebol, passo que acredita ter sido fundamental para seu aprendizado. “Dentro do time aprendi sobre o jogo, conheci pessoas que me abririam e abrirão portas, além de estreitar meu vínculo com as outras atléticas da USP, passo fundamental para iniciar minha carreira de treinador”, disse.

Em 2008, no seu segundo ano como aluno na USP, iniciou sua carreira como técnico no meio universitário. Durantes os últimos seis anos, Galbes passou pelo Instituto de Matemática e Estatística (IME/USP), pelo Instituto de Biocências (IB/USP), pelas Seleções USP, pela Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) e pela Engenharia do Mackenzie, até chegar à FEA/USP. Obteve grandes resultados na sua carreira universitária, contabilizando um BIFE, uma Engenharíadas, diversos vice-campeonatos e, agora, a última edição do Economíadas.

Os treinos e jogos do time de futebol de campo da FEA são norteados pela busca de um domínio tanto técnico quanto individual. Segundo Leonardo, os seus jogadores precisam sempre ser melhores do que os outros em tudo o que fazem. O domínio nas transições também é importante: ao perder ou recuperar a bola, procuram se antecipar aos adversários e obter uma melhor organização. Além disso, ter o controle da bola – com apoios e qualidade para mantê-la sob seu domínio – é um dos pontos mais essenciais segundo o técnico.

Final de futebol de campo do Economíadas 2013 (FEA de azul e ESPM de branco) . Foto: Pedro Chavedar

Final de futebol de campo do Economíadas 2013 (FEA de azul e ESPM de branco) . Foto: Pedro Chavedar

A estrutura de jogo mais utilizada nos campeonatos tem sido a 4-3-3. Entretanto, o time não pretende se prender a esse esquema durante o segundo semestre de 2014, já que essa escolha requer bastante treino e peças específicas. O jeito de jogar da FEA é bem simples, fazendo o que for necessário para ter a posse da bola o tempo todo. Muita pressão, duelos individuais e ajuda são imprescindíveis para que sejam maioria em todo o campo. A busca é sempre pelo gol, seja de forma apoiada ou direta.

Tendo em vista essa forma de atuar, os treinos são montados de modo a reproduzir essas ações ao máximo. Jogos reduzidos, exercícios com e sem pressão e desenvolvimento analítico são alguns dos recursos utilizados.

Desde que Galbes assumiu o time, na metade de 2013, foram disputados os Jogos na Liga, o Novo Desporto Universitário (NDU), dois Economíadas e o InterUSP. Nos dois primeiros torneios, não se classificou para as finais; já no Economíadas, conseguiu as medalhas de prata e ouro, respectivamente. “Em 2014, traçamos metas semestrais: no primeiro semestre, visamos um título sendo que, de preferência, fosse o Economíadas. Conquistamos nosso objetivo, porém, sacrificamos o InterUSP”, confessou. A equipe estava bastante desfalcada e cansada, sendo derrotada pela Poli.

Em tempos de Copa do Mundo, a revista BEAT quis saber com qual seleção o time de futebol de campo da FEA mais se identifica. Segundo Leonardo, quando estão sem a bola, procuram marcar como a Alemanha. Eles pressionam a equipe adversária, compactando bem o time e mantendo a vantagem numérica em todos os setores. Para recuperar a posse de bola, o objetivo seria jogar como a Holanda, roubando a bola e tocando para o homem livre, atacando em direção ao gol. Com o término da competição, nota-se que identificação do time FEA com os dois países vai além da maneira de jogar: Alemanha e Holanda conquistaram o  primeiro e terceiro lugares, respectivamente, mostrando-se vitoriosas como a equipe que se inspira em seu futebol.

Galbes ressalva que, independentemente do método do qual se utiliza, o primordial é atingir os objetivos do grupo, coletivos e individuais, dos jogadores e do próprio técnico. A FEA se encaixou perfeitamente das ideais dele de como deve ser um time de futebol e, deste modo, o primeiro semestre de 2014 foi de alto nível. Contudo, devido ao contexto universitário na qual a USP se encontra – com greves de funcionários, poucas oportunidades de utilização de campo e atividades acadêmicas dos jogadores – o nível caiu e está ai o desafio para o retorno em agosto: voltar a atuar bem. “Para esse segundo semestre, nossa busca será conquistar, no mínimo, mais um título, além de ter a obrigação de buscar o acesso para a série Ouro do NDU!”.

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