E quando acontecem acidentes?

por • 9 de maio de 2014 • CartolaComentários (0)615

Por João Henrique F. Silva

 

Durante a vida universitária, as competições esportivas são parte da experiência acadêmica. Representar sua faculdade é sinônimo de orgulho para muitos estudantes. No entanto, não são raros acidentes durante os campeonatos. Dependendo do procedimento médico adotado, o dano causado pode até mesmo ser amenizado. Carolina Magalhães, assistente de direção do Centro de Práticas Esportivas (CEPE) da USP, principal local desses eventos na universidade, relata que “os organizadores devem prever o número de participantes e de público e providenciar ambulância, apoio médico ou ao menos interar-se dos procedimentos de emergência do local que sedia o evento”. Ela também alega que deve-se considerar o número de pessoas e o risco da atividade.

A atual presidente da Liga Atlética Acadêmica da Universidade de São Paulo (LAAUSP), Stela Faustino, atenta para o fato de que, durante a semana, há um posto médico à disposição, mas no período em que há mais jogos, no final de semana, ele fica inativo. Segundo ela, o procedimento indicado pelo CEPE é, em caso de acidentes, contatar algum segurança da portaria, que, por fim, chamará uma ambulância do Hospital Universitário (HU). Além disso, Stela ressalta: “muitos funcionários têm treinamento para prestar primeiros socorros”.

Stela, no entanto, adverte que a responsabilidade pela qualidade das instalações é totalmente do CEPE. Se alguma quadra não estiver em condições de uso, eles devem avisar a organização, que, a partir disso, analisará o caso e poderá até mesmo cancelar a rodada ou a competição. Já a presença de ambulâncias é uma obrigação da própria entidade coordenadora do evento. Porém, para a atual presidente, “essa é uma questão muito complicada, porque torna o campeonato muito caro e inviável para muita gente participar. Se tivesse o posto médico funcionando aos finais de semana, nós não precisaríamos disso”.

No dia 10 de novembro, durante uma competição de Atletismo pelo BIFE, houve um caso em que essa recomendação foi colocada em prática. O estudante e ex-presidente da LAAUSP Marcos Guerra, após competir na corrida dos 800 m rasos, sentiu um desconforto físico e precisou ser medicado no Hospital Universitário – “eles [amigos e membros da organização] chamaram a ambulância, que é o procedimento comum para esses casos. Tinha até cadeira de rodas do CEPE disponível, apesar de eu conseguir andar. Lá no HU, o atendimento foi muito rápido”. Ele conclui: “Todos ajudaram muito, atlética, organização do BIFE, arbitragem, médicos e enfermeiros”, conclui.

Apesar do bom atendimento, o ex-presidente da LAAUSP fez uma ressalva sobre o procedimento:  “a única coisa que eu senti falta foi a presença de algum médico lá. Apesar de o pessoal da EEFE entender dessas coisas e de a ambulância ter chegado rápido, o povo pensava que eu estava com pressão baixa e até me deram um pouco de sal, quando na verdade era pressão alta”.

Stela, no entanto, diz que o único campeonato em que há uma ambulância no local é o de Rugby, pois é um esporte com “altíssimo risco de lesão”. Marcos também afirma que há falta dos veículos mesmo em outros esportes, embora não saiba ao certo como funciona a organização desse setor nos eventos. A falta de informações, para ele, também é um problema na realização dos jogos: “Se não me engano, há um departamento médico de plantão no CEPE. Mas o problema é justamente este: o não saber. Essas coisas não são bem divulgadas”.

Crédito foto de capa: Steve Drew/EMPICS

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